sexta-feira, 9 de junho de 2017

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"7 Dicas de como ser mais criativo"  

com Murilo Gun

          Entenda como ser mais criativo através destas 7 dicas bem-humoradas do Murilo Gun, comediante, palestrante e professor de criatividade, que criou uma startup de educação chamada Keep Learning School e já transformou mais de 3 mil alunos.

       O que você vai aprender...
Como ter ideias novas com criatividade
          As pessoas partem da premissa errada de que criatividade é sempre criar coisas 100% novas.  
          Existe uma certa pressão, e parece que ficamos no compromisso de criar algo novo. Só que, na verdade, criatividade muitas vezes é combinar coisas já existentes. 
          Eu chamo isso de combinatividade 
          Já parou pra pensar? Grande parte das inovações foram combinações de coisas já existentes. 
         Quando Gutenberg criou a prensa tipográfica, que marca o surgimento da imprensa como conhecemos hoje, ele combinou duas invenções que, aparentemente, não têm nada a ver uma com a outra: a prensa de uva com a máquina de cunhar moedas. 
          Usou a lógica de deixar registrado um valor — da máquina de cunhar moedas — junto com a força e a escala da prensa de uva. 
          Por isso, é importante ter um repertório diversificado de vários assuntos, porque, quanto mais diversificado for seu repertório de conhecimento, maior a probabilidade de combinar coisas. 

Como eu consigo um repertório diversificado? 
          É comum os profissionais de uma área só lerem conteúdos da própria área. O engenheiro só lê livros de engenharia, e o programador só lê sobre tecnologia. E então eles se tornam especialistas em determinado assunto. Mas, se você quer ser criativo, não precisa levar esse comportamento tão a sério.  
          Por exemplo, sempre quando viajo de avião, eu leio a revista Capricho. Sabe por quê? Porque é uma coisa que, geralmente, não me interessa, então eu entro em um universo diferente de novos inputs.  
          O avião virou para mim um ambiente de caçar novos inputs, de ler revistas e conteúdos diferentes, para ampliar o meu repertório. Um dia, talvez, o que li na revista Capricho vai se combinar com algo da minha área, e eu terei um novo insight
          Pessoas que têm os mesmos inputs, provavelmente sempre terão os mesmos outputs. Lembre-se disso.

Espere o momento eureka!
criatividade eureka arquimedes

Como o ócio criativo ajuda a ter novas ideias

          O processo criativo tem várias etapas: primeiro você se depara com um problema, daí o estuda e tenta encontrar uma solução. Esse é o processo-padrão e consciente, mas tem uma etapa muito importante que as pessoas ignoram: a incubação. 
          As pessoas acreditam que ela não existe, até porque ela é invisível. Mas está comprovado que ela existe, sim. 

A incubação é o processamento inconsciente.
          Quando você tem um problema, em vez de somente mergulhar de cabeça nele pra encontrar uma solução, pode ser melhor você se afastar desse problema e fazer atividades que não tenham nada a ver com isso (como jogar bola ou ir à academia), pois acontecerá um processo inconsciente no seu cérebro. 
          Você não vê, mas ele existe, acredite. E, muitas vezes, nesse processamento inconsciente rola um insight
          É a famosa história de Arquimedes. Aquele cara que mergulhou na banheira, teve a ideia do princípio do empuxo e saiu pelado gritando: “Eureka!”. 
           As pessoas pensam que essa ideia veio do nada. Mas não, Arquimedes havia passado pela primeira etapa de estudar o problema até chegar no momento de incubação, quando o processo inconsciente encontrou uma solução. 
          É importante ter consciência de que a inconsciência funciona.

Qual é a diferença entre o tatu e a baiana?

Como as charadas ajudam a ser mais criativo

         Sempre que uma pergunta começa com “Qual é a diferença entre...” ou “ Qual é a semelhança...”, as pessoas automaticamente ligam a chave do pensamento abstrato, que diz: “Não vale resposta óbvia, só vale resposta criativa”. 
          Existem dois tipos de pensamento... 
          O concreto, que é mais racional, preciso e adulto. E o abstrato, mais metafórico, paradoxal e infantil. 
          A gente vive com a chave do pensamento concreto ligada. Poucas vezes na vida 
ligamos a chave do pensamento abstrato, que é mais criativo. 
          Mas, por algum motivo, quando percebemos que é uma charada, trocamos essa chave. 
          O meu questionamento é: por que a gente não troca essa chave a qualquer hora? 
          Por que não aprendemos a ligar essa chave quando nos deparamos com uma situação que requer uma forma diferente de pensar? 
          Imagine que o problema é uma charada pra você pensar fora da caixa.
Evite Word

Como funciona um cérebro criativo

          Eu tenho uma teoria de que, desde que surgiram a máquina de datilografar e o computador, o mundo ficou menos criativo. 
          Essas máquinas forçam uma linearidade, porque as coisas são escritas em uma certa ordem. E isso é contra o funcionamento do cérebro. 
          O cérebro explode ideias para todos os lados de forma não linear.  
          A gente vê os antigos pensadores sempre utilizando papéis e rabiscos para criar inovações. E essa é a forma pela qual o cérebro pensou durante grande parte da existência. 
          É a forma mais criativa de pensar. 
          No meu escritório, tenho uma bancada linear, onde fica o 
computador, e uma não linear, com cartolina, canetas coloridas e post-its.            Quando eu quero começar um processo criativo, começo na bancada não linear, porque lá eu tenho mais liberdade para bagunçar as ideias. 
          O papel é uma ótima ferramenta para ser criativo.

criatividade para buscar novas ideias
Cavar bem no lugar errado é cavar mal

    Como usar a criatividade para resolver problemas

          Muitas vezes, as pessoas não estão resolvendo o problema de maneira criativa, pois estão resolvendo o problema errado. 
          Eu chamo isso de pensamento lateral. É dar um passo ao lado e questionar: “Será que eu estou resolvendo o problema certo?”.
          Há alguns anos, nos maiores prédios americanos, a turma reclamava que o elevador era lento para o RH. Qual era a solução óbvia para o problema “elevador lento”? Elevador mais rápido, certo? 
          Só que esse problema já estava tendenciando a solução. 
          Sabe qual foi a solução nesse caso? Eles colocaram espelhos nos elevadores. Ao colocar o espelho, as pessoas começaram a ficar se arrumando, verificando o cabelo, e aquele um minuto que eles reclamavam que era lento, virou um tempo produtivo. 
          O problema não era o elevador ser lento, era lidar com a ansiedade de esperar um minuto no elevador.         Então, muitas vezes, temos que mudar o problema para enxergar a solução. Você não vai encontrar o tesouro cavando no buraco errado.  
          Qual é a solução mais idiota?

      Como utilizar o humor para ser mais criativo

           Sempre que eu faço um brainstorm nas empresas para as quais dou consultoria, proponho o seguinte antes de começar... 
          “Qual é a pior solução possível pra esse problema?”          “Qual é a solução mais idiota?” 
          Nessa hora as pessoas se abrem, perdem o medo de falar besteira, e todo mundo começa a falar merda. Elas geram soluções mais divertidas e engraçadas, e assim o ambiente fica mais descontraído. 
          Depois, quando é hora de criar de verdade, nós temos um ambiente muito mais criativo, com pessoas mais à vontade para falar. Porque se torna improvável que alguém fale algo tão idiota em relação ao que já foi dito. 
          Ou seja, colocamos a expectativa lá em baixo e deixamos o ambiente mais aberto e descontraído para as pessoas criarem. 
          Sem medo e julgamentos.
          Hard work!

          Como treinar a criatividade e a sua imaginação

          As pessoas acham que não se treina criatividade.  
          Eu sempre faço uma analogia com a academia, por exemplo. 
          Todos nós andamos no nosso dia a dia. Só que a demanda natural de andar não é suficiente pra queimar as calorias que a gente quer. 
          Por essa demanda natural ser baixa, a gente vai para a academia andar na esteira, que é forçar uma demanda artificial.  
          É isso que acontece com a criatividade. Existe uma demanda 
natural por sermos criativos, mas ela não é suficiente para treinar a nossa criatividade. Assim como a demanda natural de andar não é suficiente para queimar as nossas calorias. 
          A criatividade é uma ferramenta pra resolver problemas. Problemas de todos os tipos: de marketing, de relacionamento, familiar, da cidade, etc... 
          O meu treino criativo é tentar resolver os problemas pelos quais não sou responsável. Porque só os problemas que eu tenho que resolver não são o suficiente para me deixar mais criativo. 
          Então, sempre que vejo um problema na rua, penso: “Esse 
problema é meu? Se eu tivesse que resolver esse problema, como eu resolveria?". 
          Quais são as soluções criativas para resolver o problema do 
lixo ou do trânsito da cidade? Eu começo a me preocupar com essas situações somente para fins de treino criativo. 
          Quer ser criativo? Vai ter que treinar, vai ter que suar. 
          Como Thomas Edison dizia... 
           "1% inspiração e 99% transpiração".

de www.keeplearning.school

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